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O que é necessário para trabalhar no mercado financeiro

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Uma pesquisa da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) indica o recente crescimento e popularização do mercado de capitais. A análise prévia das respostas de 5 mil pessoas revela que 40% começaram a investir nos últimos cinco anos, especialmente por meio digital.

Além do número de investidores, também cresce exponencialmente o número de pessoas que desejam trabalhar nessa área, como assessores autônomos de investimentos.

De acordo com o guia salarial para 2021 da Robert Half – empresa de recrutamento, a remuneração média de um analista no começo de carreira é de R$ 13,85 mil mensais. Enquanto um profissional mais experiente pode chegar a ganhar em torno de R$ 27,75 mil, e o salário de um diretor de análise pode variar entre R$ 26,15 mil e R$ 46,8 mil.

Pensando nesse cenário, resolvemos criar esse artigo para quem deseja atuar em um dos mercados que mais cresce no mundo.

Por onde começar

Estudar em uma boa universidade pode ser um fator importante para aumentar as chances de entrar nesse mercado, uma vez que essas instituições possuem ementas de qualidade comprovada, estruturas robustas e professores de renome, que podem oferecer um conhecimento aprimorado sobre o assunto.

Quem pretende trabalhar nessa área, costuma escolher os cursos de engenharia, economia, contabilidade ou administração. Isso porque o conhecimento teórico desses cursos é mais relacionado com o que é abordado na rotina diária do mundo das finanças.

Por exemplo, a economia é altamente relacionada com o mercado financeiro.

Mas também é possível trabalhar no mercado financeiro com outras graduações.

O que mais importa é a especialização relacionada à área que a pessoa escolhe após a universidade, as chamadas certificações financeiras.

O que é uma certificação financeira?

Uma certificação financeira é um atestado de conhecimento e de capacidade de determinada função dentro do mercado de investimentos, gestão de carteiras e recomendações de investimento. Cada certificação tem um objetivo específico e vai dos profissionais mais iniciantes aos mais avançados. Elas são exigidas pelo Banco Central (Bacen) e outras entidades regulatórias a fim de garantir a qualidade dos profissionais nas suas funções.

Por que tirar uma certificação?

É muito simples: tirar as certificações financeiras abrirá portas no mercado financeiro como nenhum outro quesito o fará. São elas que as empresas olharão com mais objetividade porque certas funções, como gerir carteiras e recomendar investimentos, exigem algumas dessas certificações. Por isso, é fundamental conhecê-las para saber qual atenderá melhor suas expectativas profissionais.

Ancord

Para você atuar como um agente autônomo de investimentos (AAI), profissional ligado às corretoras que ajuda a distribuir os produtos financeiros aos clientes, é preciso tirar a certificação da Ancord. O AAI, também conhecido como assessor de investimentos, não pode, por regulamentação, indicar e recomendar produtos, apenas informar, esclarecer e ser o intermediário entre a corretora e o cliente.

CPA-10 e CPA-20

As certificações consideradas portas de entrada no mercado financeiro são a CPA-10 e CPA-20. Ambas são da Anbima, entidade independente do mercado financeiro que atua para autorregular o setor, entre outras funções como garantir a qualidade de algumas das mais prestigiadas certificações financeiras.

São destinadas aos profissionais que atuam na distribuição de produtos de investimento em agências bancárias ou plataformas de atendimento sobre finanças. A grande diferença é que a CPA-10 é para quem atua com o público em geral, sem categorização de renda, e a CPA-20 já é mais específica para clientes com renda mais alta. Em ambas, no entanto, não se pode indicar investimentos. Elas apenas atestam um bom conhecimento em produtos financeiros.

CEA

Um pouco mais avançada, a CEA (Certificação de Especialista em Investimentos) abrange as mesmas funções da CPA-10 e CPA-20, mas com a diferença de poder indicar investimentos. Os profissionais CEA geralmente assessoram os gerentes de contas na seleção dos ativos.

CFG

A CFG (Certificação ANBIMA de Fundamentos em Gestão) é uma certificação para os iniciantes na área de gestão de recursos de terceiros. O profissional certificado tem o conhecimento da base técnica do setor que é diferencial para ocupar diversos cargos em gestoras, também conhecidas como assets managements. Essa nova certificação da Anbima é importante porque ela é pré-requisito para conquistar a CGA e/ou a CGE, abrindo as portas para quem quer atuar, de fato, com gestão de recursos de terceiros. No entanto, é importante ressaltar que a CFG não é obrigatória para nenhuma função e nem habilita o profissional a ser gestor.

CGA

A CGA é uma certificação para quem quer se tornar um gestor de investimentos. Dessa forma, quem a tem pode tomar decisões estratégicas como a compra e venda de ativos financeiros de uma carteira de investimentos. É o primeiro passo para quem pensar um dia em gerir um fundo de investimento.

CGE

A CGE (Certificação de Gestor para Fundos Estruturados), também da Anbima, habilita profissionais a atuarem com gestão de recursos de terceiros na indústria de produtos como Fundos Imobiliários, fundos de investimento em participações (FIPs) e fundos de investimentos em direitos creditórios (FIDC).

CNPI

O Certificado Nacional do Profissional de Investimento (CNPI), da APIMEC, é uma das mais importantes certificações por ser bastante abrangente e habilitar o profissional às seguintes funções: Administração de Recursos, Consultoria, Análise e Pesquisa Financeira, Investment Banking, Finanças Corporativas, Administração de Riquezas, Relações com Investidores, Vendas e Operações nos Mercados Financeiros e de Capitais.

É muito indicado para quem deseja trabalhar como analista e especialista em análises de ações na Bolsa e demais ativos. É possível tirar três tipos dessa certificação: a CNPI (para analistas fundamentalistas), CNPI-T (para analistas técnicos) e CNPI-P, que abrange analistas fundamentalistas e técnicos).

CFP

A CFP é uma das certificações mais concorridas e prestigiadas no Brasil. Ela não é obrigatória para nenhum cargo, porém quem a tem recebe o prestígio de ser certificado como planejador financeiro e de alocação de ativos internacionalmente. A associação Planejar é quem cuida de todo o processo dessa certificação.

CAIA

Uma certificação bastante específica e reconhecida no mundo todo, a Chartered Alternative Investment Analyst (CAIA) é destinada para quem pretende comprovar capacidade técnica para analisar e recomendar investimentos alternativos, como Private Equity, por exemplo.

CFA

Quem almeja chegar no auge do mercado financeiro precisa de uma certificação CFA, que é reconhecidamente no mundo todo como a maior distinção de um analista de investimentos.

Características fundamentais

Gostar do que faz e onde está

Gostar do mercado no qual pretende exercer sua profissão é o principal requisito para todos os profissionais.

Isso se intensifica ainda mais para quem quer trabalhar em um mercado tão exigente e competitivo como o financeiro.

Então, para participar tem de se admirar onde está e os colaboradores oferecerem qualidade e pontualidade de entregas.

A rotina também demanda bastante, já que costuma ser intensa por ninguém querer perder oportunidades de negócios.

Sempre estudando e se atualizando

Aprendizado constante e autodesenvolvimento são essenciais para se manter competitivo neste setor, principalmente, por se tratar de um mercado bem amplo e com grande leque de oportunidades.

O profissional deve também desenvolver um bom senso analítico e crítico sobre o conteúdo e a informação consumidos no dia a dia.

Aliás, antes de ingressar no mercado de investimentos, ao pesquisar e se informar sobre a área, lembre-se de ler muito e entender sobre o cotidiano das diversas áreas da economia e política, assim como as áreas de gestão das empresas que se busca investir.

Investir no autoconhecimento

O autoconhecimento gera muita informação sobre nossos comportamentos, reações e pensamentos, por exemplo.

Quando se fala de um setor imprevisível, como o político-econômico, ter um bom patamar de autoconhecimento ajuda a lidar com as diversidades de situações.

O mais importante desse processo é que ele ajuda o profissional na tomada de decisões durante o trabalho ou na escolha das múltiplas áreas de atuação na carreira.

Ótimo nível de adaptabilidade

Característica importante no mundo dos investimentos, a capacidade de se adaptar às situações, reflete um aspecto relevante para o profissional desta área.

Estar em um campo que nos mostra diferentes cenários quase todos os dias exige bastante do nosso emocional. Logo, possuir um ótimo nível de adaptabilidade diminui a dificuldade de lidar com todas essas mudanças, o que permite tomadas de decisão mais assertivas, análises críticas e maior pontualidade nas entregas de projetos e resultados.

Outro ponto a ser desenvolvido é a habilidade em saber lidar com pressão, o que facilita o fato de você se sentir constantemente motivado e à vontade quanto se trabalha por metas.

E você, pensa em atuar nesse segmento?

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